segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Eis o melhor e o pior de mim
















Sempre tive do melhor...
os melhores pais, os melhores irmãos, os melhores amigos, os melhores momentos, etc.
Não que seja mesmo o melhor, mais pelo menos pra mim é,
até porque opniões são totalmente diferentes, pois pode ser o melhor pra mim e o pior pra você.
Viver intensamente e loucamente sempre fez parte de mim, é como se fosse um porre que não acabasse mais...
EUFORIA, AGONIA E ALEGRIA!
Tudo que consegui, me fez assim, presa a um jeito que se não conseguir "o melhor pra mim", acabo ficando frustrada...
o que ultimamente tem feito com que eu pensasse se é isso mesmo que eu quero, afinal o melhor enjoa, e isso faz com que eu me procure no inacabado, o mal feito, o impossível de acontecer.
Como se eu quizesse transformar algo que parece não se adaptar a mim. Como um complemento sabe? Sentir o esforço de realmente conseguir algo para si, correr atrás mesmo, ir até onde dé, e no final ganhar ou perder.
Tanto faz, pois o que eu quero é pouco, mas esse pouco muitas das vezes me leva a loucuras, por simplesmente estar acostumada a facilidade das coisas, e ao me deparar com a dificuldade, morro de ansiedade e crio uma coragem que me faz ir além do que eu imaginava.
As vezes até acabo me sentindo roubada pelo meu próprio ser, que domina a minha mente com as coisas simples, e mais envolventes. Tanto que se fosse que nem gato, estaria em minha ultima vida, pois de tanto querer, querer e querer...eu ia morrer várias vezes enlouquecida por ainda não ter conseguido o que eu mais desejo no momento.
Mas enquanto isso eu vou atrás, ninguém me diga o que fazer, se vou sofrer ou não, não importa eu só quero sentir o prazer de dizer..."pelo menos eu tentei".
Parece uma crônica de alguém insano, mas acho que nesse oceano, sou somente mais uma gota. Todos querem algo impossivel, inevitável e improvável, só sentem medo do resultado final.
Já eu, sou apaixonada pelo medo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pecado real


Penso se esse mundo fosse meu
Eu não o melhoraria...
O homem já nasceu errando, e o melhor acabaria nos prejudicando
O valor está no lixo
E nem o bicho, ser irracional
Toma coragem de fuçar o que tanto lhe faz mal
Acaba sendo tudo confuso;
O nu do desnudo se tornou normal
Casais do mesmo sexo querendo ser igual
Pais com filhos, sem relacionamento paternal
O que é tudo isso?!
O fim do mundo no começo dos tempos,
A nova era cheia de mudanças e
O capitalismo que tomou a liderança;
Mas o respeito ninguém quer comprar.
Aonde será que tudo isso vai parar?
Doenças não param de surgir
Políticos não cansam de mentir
E a dignidade está para sumir
Seria isso, tudo culpa de adão e Eva?!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Tenho tanto sentimento



Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

FernandoPessoa

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Me encontre


Quando a gente sempre pensa em desistir...
Vem alguém e toma conta de ti.
Entrelaça teus problemas...
E te ajuda a sumir, te apresenta o mundo
E as soluções;
E diz que depois aqui disso tudo tu vais rir.
Não é necessário se viver com um mar de gente
Quando só um vai sempre estar aqui.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

"Augusto Gomes Rodrigues...


mais conhecido como Mestre Verequete, nasceu na localidade de Careca, próximo à Vila de Quatipuru, em Bragança, no dia 26 de agosto de 1916. Aos três anos, após perder a mãe, mudou-se com o pai para Ourém, onde iniciou sua trajetória artística, no terreiro da negra “Piticó”.

Aos 12 anos, mudou-se sozinho para Capanema, onde foi foguista quando trabalhou na Base Aérea, depois veio para Belém, e ganhou o famoso apelido.

Cantor e compositor de carimbós, Verequete foi um dos primeiros divulgadores do ritmo nos subúrbios de Belém. Organizou o conjunto “O Uirapuru”, em Icoaraci, e gravou seu primeiro disco em 1970, reunindo uma série de temas de carimbó."


Engraçado isso, porque justamente hoje eu estava lendo sobre ele, meu domingo foi tão cheio de carimbó, que ainda sinto o som do curimbó, acho que é uma das coisas mais magníficas que tem aqui na minha terrinha querida e agradeço sempre por viver aqui, apesar dos apesares, me orgulho muito de tudo isso e faço questão de sempre expressar.
Eu sempre quis tirar uma foto com ele, mas nunca deu e isso é um bom sinal, pois o carinho que nós sentimos por ele é enorme, e sei que com certeza será reconhecido eternamente.
É uma forma de dizer que para a pessoa viver a vida e ser reconhecida pelo o que faz, não precisa de dinheiro, mas sim de uma alma simples e pura, o melhor enjoa demais, todos querem, o imperfeito dá medo e inveja, pois só quem realmente gosta vai atrás. Tenho ainda a coleção de LP dele – sem contar os CDs – sempre me encantei e um dia vou fazer questão de ensinar a como valorizar e preservar o que mais temos de valioso em um meio.
Inesquecivelmente ele será e com certeza, pelo menos pra mim que respira o carimbó.
To triste sim.

Um palco para mim


Eu vivo em um conto de fadas...
Onde os lobos maus são encantadores e as fadas realizam desejos sexuais;
as vovozinhas adoram ser "comidas", e joão e maria tem uma amizade colorida.
Não pertenço a esse mundo, dos loucos e vagabundos...
Ainda espero o meu príncipe encantado, que se encontra em coma
devido a queda do cavalo.
Basta ele não demorar, senão com a branca de neve eu vou casar;
Na igreja católica e tudo...
E todos irão festejar, até o padre as criancinhas irá "abençoar"
Não espero a alegria de todos
Mas acho que só assim irei me encontrar
Em cena, no meu conto de fadas...
só quero um palco para estrelar.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A seco


Tem coisas que a gente só diz de porre,
se não o outro corre;
mas passada a bebedeira,
a gente acha que fez besteira,
não devia ter falado,
que se expôs adoidado,
à toa e foi tolice.
Finge-se então que se esquece o que disse,
culpa-se a carência, a demência, a embriaguez,
responsáveis por tamanha estupidez.
E é aceitando este estranho cabedal
que quando se volta ao "estado normal",
cada vez mais sós, na defensiva,
corroídos morremos de cirrose afetiva.

Leila Micollis